Portugal é o sétimo país mais seguro do mundo

5 de julho de 2023

Portugal ocupa o sétimo lugar entre os países mais pacíficos do Mundo. A conclusão é do Instituto para a Economia e Paz, sediado na Austrália, que publicou o ranking esta quarta-feira.

Neste relatório, Portugal sobe um lugar relativamente ao ano anterior, mas mantém-se também afastado da terceira posição alcançada em 2020.


Nesta análise do Global Peace Index, Portugal é também o quarto país de uma tabela que indica o domínio da militarização, e que inclui indicadores como a importação de armas, o número de armas nucleares e a taxa de armamento pessoal.


Este ranking realizado pelo Instituto para a Economia e Paz volta a ser liderado, como acontece desde 2008, pela Islândia. No segundo lugar, a Irlanda foi ultrapassada pela Dinamarca, enquanto a Nova Zelândia subiu quatro posições até ao quarto lugar. Eslovénia, Japão e Suíça completam assim o top dez de uma lista de 163 países.


Entre os países considerados menos seguros não existiram alterações. Afeganistão, Iémen, Síria, Sudão do Sul e República Democrática do Congo continuam a ser os locais mais perigosos do Mundo. Seguem-se, devido ao conflito em curso, Rússia e Ucrânia.


O relatório abrange 99,7% da população mundial e baseia-se em “23 indicadores qualitativos e de fontes altamente respeitadas” para medir o estado de paz em três domínios: o nível de segurança e proteção da sociedade; a extensão dos conflitos internos e internacionais em curso; e o grau de militarização.


A conjugação destes fatores demonstra que, “nos últimos 15 anos, o Mundo tornou-se menos pacífico, com a pontuação média do país a deteriorar-se em 5%”. “Dos 163 países, 95 registaram uma deterioração, enquanto 66 registaram melhorias e dois não registaram alterações na pontuação”, destaca o relatório.

O Global Peace Index evidencia que “a guerra na Ucrânia teve um impacto significativo na pacificidade a nível mundial, com a Ucrânia e a Rússia a registarem a maior e a quinta maior deterioração da paz respetivamente”.


Fontes: Jornal de Notícias


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